Fecho os meus olhos frágeis, com invulgar lentor
Num súbito instante, isolada da mudança do mundo!
E no mais íntimo do meu ser, sinto com ardor
Algo indefinido com exactidão no profundo…
Abro os olhos. Um débil e ledo tudo se alterou.
E procuro com aflição deprimente aquilo que acabou…
Observo, ao longe, a tua ténue imagem deturpada
E busco a essência em ti que não foi danificada.
A liberdade dos teus movimentos: encanta-me.
A intensidade exaustiva do teu olhar: surpreende-me.
A irreverência dos teus actos e palavras: espanta-me.
A irresponsabilidade do teu sorriso: prende-me.
São apenas meros pensamentos que integram
Uma relíquia escondida, um segredo perdido no equilíbrio…
Os meus sonhos são fruto de um contentamento sóbrio,
A observação do passado e a apatia do presente que se conjugam…
O sol incandescente invade o meu espírito de ilusão.
O dia rasga a mísera esperança que ardia…
A lua surge no firmamento numa total sedução.
A noite acresce a minha crença numa gentil utopia…
Imploro-te que me encontres no vasto infinito
Do paraíso lírico e que superes o próprio luar…
E que ignores toda a mudança, num bonito
Renascimento da subtileza de um eterno suspirar…
Num súbito instante, isolada da mudança do mundo!
E no mais íntimo do meu ser, sinto com ardor
Algo indefinido com exactidão no profundo…
Abro os olhos. Um débil e ledo tudo se alterou.
E procuro com aflição deprimente aquilo que acabou…
Observo, ao longe, a tua ténue imagem deturpada
E busco a essência em ti que não foi danificada.
A liberdade dos teus movimentos: encanta-me.
A intensidade exaustiva do teu olhar: surpreende-me.
A irreverência dos teus actos e palavras: espanta-me.
A irresponsabilidade do teu sorriso: prende-me.
São apenas meros pensamentos que integram
Uma relíquia escondida, um segredo perdido no equilíbrio…
Os meus sonhos são fruto de um contentamento sóbrio,
A observação do passado e a apatia do presente que se conjugam…
O sol incandescente invade o meu espírito de ilusão.
O dia rasga a mísera esperança que ardia…
A lua surge no firmamento numa total sedução.
A noite acresce a minha crença numa gentil utopia…
Imploro-te que me encontres no vasto infinito
Do paraíso lírico e que superes o próprio luar…
E que ignores toda a mudança, num bonito
Renascimento da subtileza de um eterno suspirar…
Bem, parecia-me que estava a faltar qualquer coisa no blog... Por isso procurei por entre as gavetas e encontrei estas palavras.
Brilhante! Que mais há para dizer? Recordo-me da aula em que apresentaste este poema e me deixaste, assim como ao resto da turma, sem palavras. Quando o voltei a ler aqui, fiquei de novo com a mesma sensação daquele dia:) Gosto de vir ao teu blog regularmente para me deliciar com textos como este... Tens cá no blog trabalhos ao teu melhor nível (aliás como é tudo aquilo a que te dedicas!) Parabéns! Apesar de não os ter comentado antes isso não quer dizer que não os achasse fantasticos! Tens um dom, não o desperdices! Gosto de vir aqui e sentir que me identifico com algo. Gosto de vir aqui e manter-me a par da tua vida. À medida que leio tudo aquilo que já aqui deixaste, lembro-me de quem eu sou e do que quero para mim, lembro-me das coisas essenciais da vida, lembro-me dos tempos de liceu dos quais sinto tantas saudades... lembro-me fundamentalmente de ti e das intermináveis conversas que às vezes nem a campainha conseguia interromper. Lembro-me do que foste e do que és para mim e lembro-me daquela aula de Português em que me ofereceste o assento vazio ao teu lado, lembro-me que foi aí que tudo começou... :)
ResponderEliminarbom comeco
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