7.11.2005

Admirei-te um dia. Admirei a tua irreverência nos gestos e nas palavras. Invejei sobretudo a tua Liberdade… Sempre foste contra tudo aquilo que estava estabelecido como uma ordem. Sempre recusaste aceitar o que te queriam impor à força.
Pagaste caro essa filosofia de vida. Mas penso que valeu a pena, mais que não seja porque conseguiste despertar nos que te rodeavam frustração por serem tão míseros e pequeninos ao pé de ti.
Foste como eras: não ligaste a falsas e altíssimas moralidades, conseguiste criar sonhos e asas. Porém, alguém as cortou antes de te deixar voar. Mesmo assim, admiro o facto de não teres criado raízes… Os outros tentam criar raízes durante uma vida inteira sem o conseguirem; para ti, o chão é infértil e só no teu espírito sentes alguma ligação afectiva com algo ou com alguém, embora ninguém perceba isso. Ou melhor, pouca gente se interessa, de facto, em perceber…
Um dia, representaste para mim a personificação da Liberdade, o desprezo pelas convenções, a apologia de se ser tal como se é, em qualquer sítio, em qualquer hora, com qualquer pessoa. Hoje, pergunto-me se continuas assim.

4 comentários:

  1. Anónimo4:31 a.m.

    A quem se dirige este lindo texto? Gostei mt:) tb gostava de ser cm a pessoa a quem se dirige o texto, sendo k eu às vezes tenho liberdade a mais, né? Será k todos nós, algum dia seremos livres?
    Marta Posse

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  2. Essa descrição fez-me lembrar alguém...É um texto forte...

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  3. Anónimo7:25 a.m.

    Olá miga! um texto esplêndido como sempre e que nos faz pensar em como somos... Boas férias e bom descanso que tu mereces!!!
    bjss

    Sofi

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  4. Espero q tu continues assim ;)
    (és parecida :P)
    ****

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