9.02.2005

“Aqui, no sofá da sua casa, você riu até chorar,
Chorou até nem respirar,
Desabafou por isto e por aquilo,
Descansou depois de mais um dia de trabalho,
Leu o melhor livro da sua vida,
Ouviu o CD que o fez dançar sem parar,
Viu o melhor golo da sua equipa,
Contou dezenas de histórias aos seus filhos,
Abraçou o amor da sua vida.
Aqui, no sofá da sua casa.”

A eficácia da publicidade reside no seu grande poder de sugestão. Hoje, também eu me deixei levar pelo poder subliminar destas combinações de palavras para vos falar desse objecto tão usado e tão pouco apreciado: o sofá. Desconheço as suas origens, a sua história e sublinho apenas que a tónica da sua importância reside na sua utilidade pragmática.

O sofá é aquele objecto que nos proporciona conforto ao final do dia, quando regressamos cansados à nossa casinha; que acolhe a nossa exaustão depois de uma madrugada sem dormir; que se estende à nossa preguiça pela manhã, mal nos levantamos. O sofá é o sítio no qual adormecemos numa tarde de Inverno a ouvir a chuva cair, aquecidos por um cobertor ou numa noite fresca de verão a ver tv.

O sofá é a testemunha inerte de momentos especiais: ora leituras sedutoras; ora assistências emotivas a alguma película, telenovela ou jogo; ora declarações únicas; ora manifestações exclusivas de carinho entre pais e filhos, entre casais, entre amigos; ora brincadeiras infantis com almofadas; ora refeições ingeridas demoradamente; ora discussões acesas; etc.

O sofá é o local onde nos podemos contorcer de dores quando estamos doentes, onde tomamos um chá para melhorar, onde atendemos languidamente o telemóvel, onde concluímos trabalho “extra” que trazemos para casa.

O sofá é onde embirramos com as pessoas com as quais os partilhamos para ficar com a parte que queremos. O sofá aconchega-nos quando choramos agarrados às almofadas por uma idiotice qualquer ou por uma razão mais que justificada. Um sofá é sempre o repouso, o apaziguamento, o relaxe.

Pensem nas vezes que o vosso sofá sentiu os vossos pés a dançar uma qualquer música ou a pular por causa dos golos da selecção! Pensem nas peripécias que constituem a história do sofá da vossa casa.

7 comentários:

  1. Anónimo6:48 a.m.

    Para kem é tão amiga de escrever, eskeceste-te de dizer k no sofá tb podes escrever no kerido diário e escrever po blog lool!!
    No teu caso, o sofá sente os pulos mais por causa do teu SLB do k pelos golos da selecção, ms pronto..
    Ultimamente pa mim o sofá é mt especial, tou lá deitada kd kero e ele ñ se keixa lol ;)
    Marta Posse

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  2. Não é só o sofá que pode contar as histórias das nossas vidas... E, estou como tu, rendida ao poder de algumas campanhas publicitárias tão inteligentemente criadas...

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  3. Um sofá....que saudades tenho do meu sofá de casa...onde durmo algumas sonecas quando estou cansado! Aqui, nesta casa onde moro, nao tenho sofá, apenas um cadeirao no quarto, o qual utilizo para colocar alguma roupa quando vem do estendal e sobretudo para ler, pois é um excelente local para ler, é muito confortavel...
    Rendido pelo sofá....desejoso por um sofá!!

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  4. O meu sofá é belo e amarelo... :P
    mas tens razão, um sofá, assim como qualquer mobilia de uma casa e as proprias paredes, n só contam como fazem parte das pequenas historias q fazem uma grande vida... talvez por isso as vezes seja tao dificil desfazermo nos de um objecto q nem achavamos especial...
    (espero q estejas a aproveitar bem o resto das ferias! ;)
    ****

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  5. Anónimo6:37 a.m.

    O sofá!! Realmente, às vezes não lhe damos o respectivo valor que ele tem... E o sofá do Porto já tem muitas histórias para contar... (os saltos, as danças, o chá...) ;-)

    bjs e bom fim de semana

    Sofi

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  6. Anónimo5:42 a.m.

    Hoje dormi no sofá! :D

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  7. Anónimo11:21 a.m.

    Sim sofy! eu tb ja participei numa das histórias do chá no sofá do Porto! Tou a espera d novo convite :P

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