Há pessoas que não têm a noção do ridículo das suas afirmações e comportamentos! Certa manhã estava na paragem do autocarro e, nas minhas costas, só ouço uma voz masculina a disparatar.
Voltei-me e não precisei de muito tempo para retomar a posição inicial, depois da constatação que o homem estava excessivamente alterado para quem começa mais um dia sem se ter deitado. Começou a desatinar com uma senhora, até os desatinos atingirem a dimensão de insultos. Nestas alturas, tenho grandes dificuldades para me controlar… A minha digestão daquela cena ridícula foi interrompida por um braço amigo que me aconselhou, em surdina, a permanecer calada.
Passados breves instantes, fui embora e pesou-me aquela cobardia… Devia ter saído em defesa da senhora. Não podia ter compactuado com aquele indivíduo a maltratar as pessoas, a importuná-las estupidamente. Sempre ouvi dizer que “quem cala, consente” e eu senti-me aliada daquele homem com aquela mudez como que a concordar com todas as asneiradas que jorravam daquela bocarra.
No caminho de regresso ao abrigo das quatro paredes do meu apartamento, pensei e relembrei o episódio até lhe dar uma outra significação. Em que momento é que eu perdi a coragem? Aquele ímpeto idealista de querer mudar o mundo todo para melhor? Porque deixei que as convenções se tornassem imperatrizes da minha impulsividade? Eu sei, foi apenas uma mera discussão que nem sequer me diz respeito, mas sinto-me mal. Podia ter intervido, mesmo que isso não tivesse levado a resoluções diferentes, pelo menos, agora, sentir-me-ia de bem comigo mesma. Agora sei que não posso mudar o mundo todo, mas é o meu dever fazer algo para mudar o mundo que me é próximo. Desta vez, na paragem do autocarro não o fiz...
Voltei-me e não precisei de muito tempo para retomar a posição inicial, depois da constatação que o homem estava excessivamente alterado para quem começa mais um dia sem se ter deitado. Começou a desatinar com uma senhora, até os desatinos atingirem a dimensão de insultos. Nestas alturas, tenho grandes dificuldades para me controlar… A minha digestão daquela cena ridícula foi interrompida por um braço amigo que me aconselhou, em surdina, a permanecer calada.
Passados breves instantes, fui embora e pesou-me aquela cobardia… Devia ter saído em defesa da senhora. Não podia ter compactuado com aquele indivíduo a maltratar as pessoas, a importuná-las estupidamente. Sempre ouvi dizer que “quem cala, consente” e eu senti-me aliada daquele homem com aquela mudez como que a concordar com todas as asneiradas que jorravam daquela bocarra.
No caminho de regresso ao abrigo das quatro paredes do meu apartamento, pensei e relembrei o episódio até lhe dar uma outra significação. Em que momento é que eu perdi a coragem? Aquele ímpeto idealista de querer mudar o mundo todo para melhor? Porque deixei que as convenções se tornassem imperatrizes da minha impulsividade? Eu sei, foi apenas uma mera discussão que nem sequer me diz respeito, mas sinto-me mal. Podia ter intervido, mesmo que isso não tivesse levado a resoluções diferentes, pelo menos, agora, sentir-me-ia de bem comigo mesma. Agora sei que não posso mudar o mundo todo, mas é o meu dever fazer algo para mudar o mundo que me é próximo. Desta vez, na paragem do autocarro não o fiz...
Eu queria escrever kk coisa... mas comecei e ficavam aqui umas poucas paginas , so no comentario... :s porque é um tema demasiado triste o comportamento das pessoas cm o proximo e a falta de respeito que abunda neste mundo... mas mm sabendo que nao interviste... infelizmente nao sao mtas as pessoas que vao casa reflectir sobre o seu dia e as suas atitudes para cm nos todos... infelizmente mais oportunidades virao para intervires ;)
ResponderEliminarPois realmente bem k podias ter defendido a senhora...nem parece teu!!! looooool!
ResponderEliminarsei k fzs td pa ter 1 mundo mlh e ñ so, lutas contra td e contra tds pa teres akilo k keres e k te faz feliz;) lutas contra as injustiças k são mts, embora ñ as conseigas mudar, pl menos tentas e mostras a tua insatisfação! és uma super mana,super amiga és uma super em td:D:D:D
Todos nos quando eramos crianças, adolescentes ou mesmo ja em adultos assistimos a episodios do Super Homem e de outros super herois sempre prontos a ajudar as pessoas e o planeta. Crescemos com essa ideologia de que e possivel ajudar e salvar tudo e todos, mas a realidade nao e bem assim e toda a nossa coragem desaparece incompreensivelmente, a vontade de ajudar e enorme, mas o sentimento de impotencia persegue-nos e demove a nossa intençao. Ha situaçoes em que podemos intervir e ajudar, e fazemo-lo com toda a força, mas outras existem em que nada podemos fazer, somos impotentes perante essa determinada situaçao e nesses casos particulares, talvez o nosso siencio seja mesmo a melhor forma de ajudar!
ResponderEliminarNa situaçao que descreves, e dificil neste momento definir uma atitude minha, mas talvez tivesse dito algo pois detesto cenas de violencia...
Nao cabe apenas a um de nos mudar o mundo, cabe a cada um de nos!