Quanto vale o sorriso de um qualquer desconhecido que se cruza contigo num dia cinzento para ti? Quanto vale o calor do abraço de um amigo? Quanto vale um beijo apaixonado? Quanto vale uma palavra de incentivo? Quanto vale uma crítica feroz dos que nos são queridos? Quanto vale uma música que marca um momento oportuno? Quanto vale uma oportunidade esquecida? Quanto vale um segredo? Quanto vale um elogio sincero? Quanto vale a lealdade de um colega de profissão? Quanto vale uma opinião imparcial? Quanto vale a simpatia da funcionária da loja de roupa? Quanto vale a atenção do motorista? Quanto vale a disponibilidade de um desconhecido que nos presta informações desinteressadamente? Quanto vale a tolerância do nosso inimigo? Quanto vale a compreensão do teu melhor amigo? Quanto vale o carinho da família? Quanto vale um olhar sedutor? Quanto vale a identidade do nosso espaço? Quanto vale o número de visitantes deste blog? Quanto vale um sentimento profundo? Quanto vale a solução de um problema? Quanto vale a discrição de alguém? Quanto valem as palavras que vêm das profundezas da alma?
Será que algum de vocês me consegue indicar o preço das situações enumeradas? Sim, eu sei que ninguém consegue atribuir um preço porque são meras abstracções. Mas nós corremos toda a vida atrás destas meras abstracções e se calhar a sua atracção nevrálgica reside no facto de não terem um preço pelo qual as possamos adquirir com firmeza ou regatear com convicção… A ausência de um preço tabelado, imune às oscilações do IVA, faz-nos regressar ao mercado das trocas directas. Não se admitem intermediários, não se exigem descontos, não se reclamam saldos, não se torce a cara perante o aumento. É verdade, todos os preços são relativos: uns autênticos roubos, outros atentados à pobreza, outros salteadores de bolsos mal guarnecidos, outros verdadeiras pechinchas. Nem tudo tem um preço justo e nem tudo tem um preço validado.
Em tudo aquilo que adquirimos que não tenha um preço estipulado, houve um empenho, uma dedicação, um trabalho de produção prévio. Nem sempre dedicamos uns instantes a valorizar o que nos acontece na vida ou o que conseguimos obter sem retroactivos e era importante que o fizéssemos!
São os pequenos pormenores que fazem toda a diferença... Um sorriso, um olhar, um abraço, um beijo pode marcar-te para sempre...
ResponderEliminarÉ pena é só dar-mos valor a essas coisas kndo não as temos. bjss
Sofi
Há coisas que nao têm preço e todas as que enumeraste sao exemplo disso mesmo. Nao podemos de maneira nenhuma comprar com dinheiro condiçoes da natureza humana...Seria injusto poder-se comprar uma que fosse de todas as situaçoes que enumeraste, pois imagino que o preço seria demasiado elevado para que um cidadao normal as pudesse comprar. Neste aspecto, a aleatoriedade da vida e mais justa, onde deixa com que tudo o que disseste seja conquistado com esforço, com carinho e com empenho!
ResponderEliminarNice post! Kiss
Tudo tem um preço..Ou será que nao??!!..Lembro-me que este foi o meu primeiro tema do nosso blog..
ResponderEliminarO verdadeiro preço das coisas está no esforço que elas nos obrigam a dispender para que sejam conquistadas!..Claro que, sem dúvida, são as coisas mais caras que mais valor irão ter na nossa vida!!..
Quanto vale aquilo que realmente importa? Tudo...
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