12.01.2005

Dia Mundial da Sida

O jornal “Público” noticia na edição de hoje que se começa a registar cada vez mais pessoas idades superiores a 40 anos infectadas com o vírus da SIDA e que desconhecem essa situação. Homens e mulheres que têm relações estáveis, cujos cônjuges têm relações sexuais desprotegidas com outras pessoas e acabam por infectar os parceiros. Os últimos dados oficiais sobre a doença em Portugal comprovam que a infecção com o vírus da sida continua a subir, sobretudo devido a relações sexuais desprotegidas

O médico Eugénio Teófilo, do Hospital dos Capuchos, sublinha a importância de "quando se trata de sida, num relacionamento sexual não se pode confiar em ninguém. Esta é a única mensagem eficaz para prevenir a infecção". Contudo, o que se continua a verificar é que as campanhas de prevenção da doença são pouco eficazes. Embora se tenha registado um aumento da informação sobre o HIV e as formas de contágio, a causa do problema permanece: não se alteram os comportamentos de risco.

De acordo com o organismo das Nações Unidas para o combate à doença, “Portugal é o segundo país europeu com mais altas taxas de infecção com o HIV - 280 novos casos por milhão de habitantes”. Há 80 portugueses em cada milhão que são diagnosticados quando já sofrem de sida e muitos só descobrem a doença muitos anos depois de terem sido infectados.

"Há muitas pessoas a chegarem aos hospitais já em estádio de sida, e que só descobrem que têm o vírus porque têm uma infecção oportunista", confirma o médico. Esta situação acontece porque as pessoas não fazem o teste de despistagem. Por outro lado, a doença começa a atingir pessoas cada vez mais velhas. "Já tive doentes com 80 anos. Mas há cada vez mais mulheres com 40, 50, 60 anos a descobrir que foram infectadas pelos maridos", conta Eugénio Teófilo.

"Os tratamentos para a sida custam neste momento mil euros por pessoa por mês", afirma Eugénio Teófilo. Com os cortes orçamentais nos medicamentos a qualidade de vida dos portadores de HIV passa a estar ameaçada. E, nessa situação, vai aumentar a discriminação e a exclusão social a que continuam a ser votados muitos dos doentes ou portadores de HIV. Muitos deles não contam que estão doentes, principalmente, com medo de perderem as pessoas de quem gostam, por isso escondem a doença da família, dos amigos e até da/o parceira/o, vivendo-a em solidão.

1 comentário:

  1. Anónimo9:21 a.m.

    Esta é realmente uma doença que afecta um numero bastante significativo de pessoas, não só em Portugal como no mundo inteiro. Mas em Portugal os números, apesar de não serem tão preocupantes como em zonas do globo bastante sub-desenvolvidas, mesmo assim, e como 2º país da Europa com mais infectados acho que se devia tomar mais consciência das graves implicações que a Sida traz a nível pessoal e social. Considero realmente inaceitável a quantidade de pessoas que mantêm relações sexuais sem conhecer o(a) parceiro(a) de lado nenhum e nem sequer pensam que a outra pessoa tem um passado e que podem estar a por em risco a própria vida. Espero que as gerações futuras estejam mais alertadas para este grave problema e que protejam melhor a própria vida e a vida dos que amam.

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