8.22.2008

Salvador Dali

Às vezes, bastava um pedaço de sol e um resto de ti. Sem as palavras atiradas para um futuro que não nasce no presente. Dos objectivos que se relegam sem consciência fica apenas a concretização de um esquisso que não se delineou.
Usando o fósforo queimado construo cinzas do que já existe. As emoções nos bolsos e as mãos a segurá-las. Dispenso os sorrisos de cumplicidade forçada que querem afastar a solidão, porque ela é intrínseca a todo o ser humano.
Conjugo atitudes e comportamentos para melhor reagir às forças de cenário. Aqui e ali não consigo evitar deixar fragmentos do meu verdadeiro eu e há quem os cristalize e venere, sem razão e sem complexo. Passam os anos. Era preferível que tudo fosse mais simples: sem juízos nem prejuízos que ficam de projectos de viabilidade frustrados e ambições com raízes nos dias passados.

4 comentários:

  1. Anónimo10:41 a.m.

    A tua escrita é de uma simplicidade intrigante e de uma beleza e complexidade genial... Parabéns... Ganhas-te um fã.

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  2. Anónimo1:06 a.m.

    É estranho, que as maiores tristezas sejam inspiradoras dos melhores textos...

    bB

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  3. Anónimo6:35 a.m.

    Maninha, maninha =)

    Cá estou de volta a ler o teu blog :)

    Sempre tudo magnifico!

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  4. Anónimo7:09 a.m.

    =) lindo texto!
    Melani

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