Tornamo-nos seres mais completos quando conseguimos multiplicar momentos simples e, com uma naturalidade sôfrega, sugar-lhes a essência. Se durante o sono do sol, fizermos o somatório da simplicidade de cada gesto, de cada palavra, de cada sorriso, descobriremos a explicação para a sensação de bem-estar que nos enlaça.
Quanto menos complicarmos as circunstâncias, as situações, os sentimentos, melhor e mais espontâneo será o curso dos dias. Na simplicidade, podemos correr riscos, desafiar medos, partir à aventura da descoberta do outro. Podemos dispensar os mecanismos de auto-defesa e acreditar no desuso de máscaras e artefactos ornados por artesãos autodidactas.
O que é simples é mágico e, por isso, também, pouco acessível à maioria das pessoas. O que é simples, em regra, é espontâneo e ainda assim incapaz de escapar à nossa necessidade de complicar. O que é simples é, hoje em dia, quase impraticável, porque baralha os nossos raciocínios formatados. O que é simples preenche-nos.

E há coisa melhor do que tomar riscos... simples?
ResponderEliminarBom ver-te voltar à escrita (inspirada e regular) :p
Boa semana,
bjs!
Tens toda a razão, a simplicidade é uma qualidade rara nos tempos que correm, mas como tudo, há excepções. E são essas excepções que temos de preservar.
ResponderEliminarParabéns pelo blog.