Por muito que pensemos em tudo aquilo que possuímos, haverá sempre algo que escapa a essa atitude de balanço. Primeiro, porque nem sempre nos damos ao trabalho (no sentido literal do termo) de pensar em tudo aquilo que, de facto, temos. Em segundo, há coisas que efectivamente não temos, mas que acabam por nos pertencer de forma simbólica. Por fim, há as outras que ainda não descobrimos, mas que fazem parte desse inventário por fazer.
Enquanto nos lamentamos por aquilo que ainda não conseguimos conquistar, esquecemo-nos de valorizar o quão ricos já somos. Passamos pelos dias a querer sempre mais, mas nem sempre sabemos ter orgulho no facto do vil metal não ser indispensável à nossa felicidade.
Mário Cesariny
- Quanto vale o abraço do nosso melhor amigo quando nos sentimos a ir abaixo?
- Quanto valem os nossos princípios de berço?
- Quanto vale uma fotografia que materialize sobre o papel um momento especial no passado?
- Quanto vale a humildade de confessar uma mentira?
- Quanto vale a flor oferecida por alguém que gosta de nós?
- Quanto valem as lágrimas nos olhos de quem vai para longe?
- Quanto vale o reconhecimento e a estima?
- Quanto vale uma declaração de amor escrita num bilhete gasto pelo tempo?
- Quanto vale um olhar de gratidão e de cumplicidade?
- Quanto vale a palavra “obrigado”?
Olá Patrícia!
ResponderEliminarMais um belo texto, uma sentida reflexão! Gostei e concordo! Parece que só damos valor ao que temos e ao que realmente tem significado (como o valor da familia e dos amigos ou as pequenas coisas e momentos e recordações que são nossos)quando estamos tristes ou chateados ou ouvimos más notícias sobre outras pessoas! E não o devíamos fazer! Devíamos apreciar todos os dias o que temos, e isto não significa não ter ambição, não desejar mais!
Que continuem os textos!
Beijos da Catarina