2.21.2010

Melancolia

Há nesta madrugada de Inverno, vagas de solidão, que embatem, ferozes e temíveis, nas rochas que me habitam por dentro. Há erosão pelas vivências que me roubaram sem lhes sentir o trago da alegria. Há a inevitabilidade da tua partida, que arrasta o que de mais puro há em mim.

1 comentário:

  1. Anónimo3:47 a.m.

    "A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
    Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
    Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
    Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
    Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
    Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
    Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
    Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
    Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias" FP

    mike

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