12.28.2004

A tragédia deste Natal

Não podia ficar indiferente à catástrofe que se abateu sobre o sudeste asiático. Os números oficiais das vítimas tornam-se desactualizados a cada dia. As imagens que nos chegam pela televisão são tão frias e agressivas que chocam a sensibilidade de qualquer um. A violência do maremoto demonstra a insignificância do Homem no Universo, ao fazer desaparecer, em instantes, vidas e tudo o que se construiu. É terrível ver a força da Natureza, face à qual somos completamente impotentes, devastar tudo e todos.

O sentimento de perda é paralelo ao pânico de lutar pela sobrevivência e a tristeza profunda coexiste com o alívio de conseguir escapar à fúria das águas. Sentir o desespero de ver a água levar a vida de familiares e amigos deve ser algo tão medonho que a imaginação é incapaz de conceber. A verdade é que por aqueles lados as palavras destruição e sofrimento são uma realidade cruel.

Viver de perto situações de perigo e conseguir contar a experiência faz-nos questionar as prioridades na nossa vida, damos demasiado valor a trivialidades, sofremos com isso, enquanto, efectivamente, a dor está em perder tudo ou quase tudo em segundos. A ajuda humanitária é necessária e urgente, mas permanecerá, por tempo indeterminado, o vazio, já que o mar agitado não trará aquilo que levou para sempre...

1 comentário:

  1. Anónimo12:55 p.m.

    Olá! como prometi, cá estou eu. Em 1º lugar felicitar-te pelo excelente trabalho que tens feito ao longo destes meses e espero que continues, claro! E, 2º, é perante estes "desastres" que nos apercebemos que não somos nada e que temos que aproveitar todos os segundos da nossa vida, porque nunca se sabe onde estaremos amanhã...
    Boa sorte! E não mudes nunca!!
    Sofia Freire

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