O miúdo vem sentar-se perto do meu banco e saboreia o seu almoço tardio: batatas fritas Matutano e Coca-Cola a acompanhar. Está sozinho e observa os autocarros que chegam e partem naquele frenesim tipicamente citadino. Agora olha para o chão e talvez pense na vida ou antes naquilo que vai fazer a seguir. Não sei mas, mesmo sem lhe ver o rosto, parece-me triste…
Chega-me ao nariz o cheiro das batatas fritas com sabor a presunto e aos ouvidos, o som do pousar da lata sobre o cimento. Encostou-se. Parou de comer e, desta vez, observa os carros parados nos semáforos.
Reparo outra vez nele porque acaba de dar um pontapé na lata vazia que roda pelo chão. Ele permanece de costas para mim, mas sei que pertence a outro tempo que não o meu. Lembro-me que, mesmo quando saia tarde das aulas, a minha mãe deixava sempre o almoço bem confeccionado, que eu tinha apenas que aquecer. Este miúdo digere apenas um almoço altamente calórico, comprado se calhar por ele próprio porque mais ninguém se preocupou em lho providenciar. É essa a grande diferença entre aqueles que são jovens hoje e os que o serão amanhã.
As crianças começam a conhecer a solidão desde muito cedo e, com isso, o egoísmo e a amargura. Os pais têm cada vez menos tempo para lhes dedicar e quando o têm nem sempre o reservam para esse convívio pois, pela força do hábito, é preferível "descuidar". Não será muito mais cómodo dar uns trocos aos filhos para que vão almoçar fora do que cozinhar, sujar loiça e arrumar? Eles que se entretenham no cinema ou no shopping, não importa com quem desde que saiam de casa e não os importunem. Se estão em frente ao televisor ou enfiados no quarto a jogar videojogos para quê incita-los a dar um passeio conjunto e respirar outro ar?
Já não sabemos perceber que os sorrisos em miúdos são cada vez menos abertos e cada vez mais escassos... E é assim que deixamos que as nossas crianças se percam num labirinto do qual nunca encontrarão saída, porque nós falhamos.
Chega-me ao nariz o cheiro das batatas fritas com sabor a presunto e aos ouvidos, o som do pousar da lata sobre o cimento. Encostou-se. Parou de comer e, desta vez, observa os carros parados nos semáforos.
Reparo outra vez nele porque acaba de dar um pontapé na lata vazia que roda pelo chão. Ele permanece de costas para mim, mas sei que pertence a outro tempo que não o meu. Lembro-me que, mesmo quando saia tarde das aulas, a minha mãe deixava sempre o almoço bem confeccionado, que eu tinha apenas que aquecer. Este miúdo digere apenas um almoço altamente calórico, comprado se calhar por ele próprio porque mais ninguém se preocupou em lho providenciar. É essa a grande diferença entre aqueles que são jovens hoje e os que o serão amanhã.
As crianças começam a conhecer a solidão desde muito cedo e, com isso, o egoísmo e a amargura. Os pais têm cada vez menos tempo para lhes dedicar e quando o têm nem sempre o reservam para esse convívio pois, pela força do hábito, é preferível "descuidar". Não será muito mais cómodo dar uns trocos aos filhos para que vão almoçar fora do que cozinhar, sujar loiça e arrumar? Eles que se entretenham no cinema ou no shopping, não importa com quem desde que saiam de casa e não os importunem. Se estão em frente ao televisor ou enfiados no quarto a jogar videojogos para quê incita-los a dar um passeio conjunto e respirar outro ar?
Já não sabemos perceber que os sorrisos em miúdos são cada vez menos abertos e cada vez mais escassos... E é assim que deixamos que as nossas crianças se percam num labirinto do qual nunca encontrarão saída, porque nós falhamos.

Os tempos mudaram e com ele os habitos e as boas maneiras. Cada vez assisto a uma crescente falta de educaçao das crianças e ao desinteresse dos pais pelos filhos. Vivemos numa sociedade cada vez mais egoista e egocentrista, virada para o culto do "cada um que se desenrasque", este tipo de culto nao e nada bom, quando se aplica aos proprios filhos. As crianças precisam de sentir o carinho dos pais, nao o desinteresse, precisam de acompanhamento para que cresçam mentalmente saudaveis e nao se tornem nuns "vandalos" em ponto pequeno, revoltados com a vida desde o dia em que nascem! Assistimos todos os dias a noticias chocantes, miudos abandonados, miudos que assaltam adultos, estes miudos sao fruto de um fracasso educacional cada vez mais presente nos pais modernos. Lembro-me como era bom ser criança e estar em casa junto dos meus pais, a brincar com eles, talvez as crianças de hoje nao brinquem com os pais e nao sintam qualquer amor por eles, talvez sejam forçados a crescer demasiado e tenham uma consciencia permatura e sobretudo falsa no que diz respeito a vida...Crianças que crescem sem amor!
ResponderEliminarsinais dos tempos... Educaçao = Playstation? MTV? Shopings? etc.. realmente parece.me + facil ... mas será o facilitismo que formará uma melhor pessoa? Uma pessoa que saberá ver o mundo cm pensamento proprio?
ResponderEliminarCoitado do miudo... Ainda bm k cmg ñ é nd assim! Axo k ñ ia aguentar ser assim... eskecido...
ResponderEliminarEste txt ta mt bem, para prevenir kem tiver a pensar ter filhos;) loool!!!
Bjs