7.20.2008

E se...

Fôssemos apenas resquícios do que somos?
Certamente, invejaríamos as identidades por definir,
Seríamos andarilhos das libertações figuradas,
Dos sentimentos despidos em metamorfoses
Constantes, inequívocas e breves…
Restaríamos exaustos e pobres,
Sentados na margem da inconsciência.
Abrigados à mesa das necessidades,
Chamaríamos a saciedade não vivida
Em troca de um gesto simples e completo
Que desenhasse minúsculas encriptadas
Nessa codificação por inaugurar,
Que se arrasta, intocável, pelo tempo.

2 comentários:

  1. Anónimo1:21 p.m.

    E, ainda assim, somos não mais do que uma imagem projectada dos seres que poderíamos ser; um vislumbre do que seremos.

    Beijo

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  2. Anónimo6:40 a.m.

    Esta foto sim :)

    Estou a ver que continuas a dar ouvidos ao que te disse ha mto tempo em relação às fotos ;b

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