Não há qualquer registo de movimento na casa desocupada. Só as parcas mobílias atenuam o eco dos sons estridentes da televisão. Depois do telejornal, desligo o aparelho que se torna meramente decorativo.
Ainda não comi e a hora do jantar já passou. Talvez me fique por uns cereais ou um iogurte. Se calhar opto por um assalto à despensa e roube uma lata de atum e massas. O frigorífico mantém a água gelada e a fruta fresca, enquanto estranha a pilha de loiça suja que deixei acumular na bancada.
Percorro a sala descalça. Penso em escrever, ler, criar, mas não passam de impulsos, cuja validade se esgota no minuto seguinte. Estico-me na cama meia desfeita e sinto-me bem com o facto de não ter nada para fazer nem da vontade se dirigir nesse sentido.
Reparo no dia que acaba lá fora. O pedaço de céu, recortado pelos prédios altos que se vêem da janela do meu quarto, tem tons quentes e agradáveis. É nessa suavidade do horizonte que projecto a serenidade que espreita pelas esquinas da alma embrutecida.
Ouço o elevador subir, descer. Não espero visitas. Prefiro não ter companhia, porque afinal tinha saudades de me sentir assim, como uma eremita dentro de quatro paredes.
Ainda não comi e a hora do jantar já passou. Talvez me fique por uns cereais ou um iogurte. Se calhar opto por um assalto à despensa e roube uma lata de atum e massas. O frigorífico mantém a água gelada e a fruta fresca, enquanto estranha a pilha de loiça suja que deixei acumular na bancada.
Percorro a sala descalça. Penso em escrever, ler, criar, mas não passam de impulsos, cuja validade se esgota no minuto seguinte. Estico-me na cama meia desfeita e sinto-me bem com o facto de não ter nada para fazer nem da vontade se dirigir nesse sentido.
Reparo no dia que acaba lá fora. O pedaço de céu, recortado pelos prédios altos que se vêem da janela do meu quarto, tem tons quentes e agradáveis. É nessa suavidade do horizonte que projecto a serenidade que espreita pelas esquinas da alma embrutecida.
Ouço o elevador subir, descer. Não espero visitas. Prefiro não ter companhia, porque afinal tinha saudades de me sentir assim, como uma eremita dentro de quatro paredes.
Ainda bem que aparecemos de surpresa para acabar com a pacatez dos teus dias :p
ResponderEliminarBeijoca mt gnd**
P.S.: Já sabes que te espero por Viana!
Escrita belíssima!
ResponderEliminarSinto saudades de me sentir assim, talvez livre...
ResponderEliminar