Tenho um medo visceral dos dias que vêm. Está escuro lá fora e sinto o medo que nunca senti em criança. Guardo estes medos para que me olhes e vejas a serenidade habitual. Porém, por detrás dos meus olhos, há lágrimas vertidas no silêncio de um quarto sem luz, que tem a única janela virada para o mundo. Esse mesmo mundo que me assusta e me faz dar a volta à chave na porta.
Queria ficar aqui trancada e deixar que tudo lá fora se resolvesse como tem que se resolver, sem eu ter que ver para sentir. Não quero experimentar os reflexos deste medo que me tortura nesta noite densa. Volto a estar sozinha, como talvez nunca tenha deixado de estar. Regresso indesejado a uma dor lancinante, absurda, familiar. Ela protege-me ao vestir-me de medo.
Quero tanto vencer este medo do futuro e, amanhã, acordar e pensar que tudo não passou de um sonho mau, uma expressão tranquilizadora que nunca utilizaram comigo, mas que imagino um dia ouvi-la. Tenho realmente medo que as luzes se apaguem e que a aurora venha carregada de desespero oculto.
Queria ficar aqui trancada e deixar que tudo lá fora se resolvesse como tem que se resolver, sem eu ter que ver para sentir. Não quero experimentar os reflexos deste medo que me tortura nesta noite densa. Volto a estar sozinha, como talvez nunca tenha deixado de estar. Regresso indesejado a uma dor lancinante, absurda, familiar. Ela protege-me ao vestir-me de medo.
Quero tanto vencer este medo do futuro e, amanhã, acordar e pensar que tudo não passou de um sonho mau, uma expressão tranquilizadora que nunca utilizaram comigo, mas que imagino um dia ouvi-la. Tenho realmente medo que as luzes se apaguem e que a aurora venha carregada de desespero oculto.

Uma pequena mudança de espírito da mensagem anterior para esta...
ResponderEliminarJá de volta ao teu eu forte e confiante, espero!
Beijo
Numa caminhada para o horizonte, temos sempre dois escolhos. As bermas e o passo atrás. Tu sabes dar o passo em frente. Tu sabes escrever esse passo que o futuro do gesto ambiciona.
ResponderEliminarTu és essse passo que se adianta a um caminho que te acolhe.
Patrícia, quero ler-te numa caminhada forte e segura, como interiormente és.
Quero ver sol nesse olhar, esperança e concretização de felicidade nos teus tempos.
Um baijo amigo de ...longe...esta madrugada, mais perto, daí melhorsentir a tua proximidade, em Viseu.
Rui Paiva