8.11.2010

Raízes

Num Verão quente, impregnado de horas mortiças e conversas inexistentes, cruzámos os olhares e sorrimos. Vencida a timidez inicial, caminhámos para uma cumplicidade que se prenunciava duradoira. Foi assim, com simplicidade e cordialidade, que quebrámos o silêncio fúnebre daquele espaço, onde ainda agora pululam seres inertes e atávicos.

Neste Verão quente, com vida a espreitar a cada minuto e distâncias a cambiar saudades, encontramo-nos na terra que nos continua a embalar a alma, a esculpir o temperamento, a orgulhar pela genuinidade. É assim, com alegria visceral e velhos sorrisos, que a cada encontro nos tornamos mais companheiros no trilho existencial.

Os gestos que inscrevemos com autenticidade e as palavras que trocámos ganham todo o sentido hoje, aqui, neste amplexo da Natureza a nossos pés.


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