Atenção ao que ouvem!

09:27

Todos os dias estamos rodeados por uma quantidade infinita de sons, uns mais perceptíveis que outros, uns mais agradáveis que outros, uns mais prejudiciais que outros, uns evitáveis e outros incontornáveis.
Os jovens, em particular, expõem-se, mais ou menos voluntariamente, a doses acrescidas de decibéis (unidade de medida da intensidade sonora), sobretudo nos seus tempos livres. Este facto merece alguma preocupação, uma vez que o excesso de decibéis provoca sérias implicações no sistema auditivo humano.
Aqui ficam alguns exemplos dos barulhos que ouvimos frequentemente e a sua correspondência em décibeis:
  • barulho da respiração / tique-taque do relógio = 10 ou 20 dB (sons parcialmente audíveis)
  • água a correr / conversa em espaço aberto = 40 ou 45 dB (sons agradáveis)
  • tráfego citadino = 65 dB
  • escavadora = 100 ou 120 dB
  • discoteca / concerto ao vivo = 130 dB

Os sons inofensivos para o ouvido humano não podem ultrapassar o limite de tolerância que corresponde aos 80/85 dB. Este limiar de audição é largamente ultrapassado em situações como: ouvir as músicas preferidas no volume máximo, passar a noite na discoteca, assistir a um concerto ao vivo, etc. E estas são apenas algumas das rotinas dos jovens que põem em risco a saúde do seu sistema auditivo.

Por exemplo, o som de uma batedeira ou de um aspirador são ouvidos com pouca frequência e durante pouco tempo, caso contrário podiam provocar perdas auditivas irreversíveis. Já o disparo de uma arma de fogo ou a explosão de dinamite, que supera os 140 dB, podem desencadear perdas auditivas permanentes mesmo sem exposição prolongada.

Nascemos com 40 000 células cilíadas, cuja função é amplificar o som que recebemos do exterior e transmiti-lo ao cérebro. Vamos perdendo estas células com o envelhecimento natural, mas colocamo-las em perigo quando escutamos sons que ultrapassam os 85 dB. A perda destas células é irreversível. Portanto, devemos evitar (sempre que possível) as agressões sonoras.

Antes de se atingir um estado de deficiência auditiva, há sinais de alarme que denunciam a fadiga auditiva como a sensação de sons abafados e de ouvido tapado à saída da discoteca ou de um concerto. Nestas circunstâncias é necessário um repouso proporcional ao tempo de exposição (nunca menos de 24 a 36 horas, após várias horas seguidas de música ou qualquer outro som na potência máxima), a fim de que as células recuperem.

"Não é preciso deixar de ouvir música, nem de frequentar discotecas ou concertos: deve começar-se por baixar o volume e, nos espaços com maior concentração de ruído, devem colocar-se tampões nos ouvidos - deixam o ruído de fora, sem impedir a passagem das palavras e das músicas. Se for possível devem fazer-se pequenos intervalos na discoteca, aproveitando para apanhar ar ou para descontrair num canto mais sossegado. Pode não ser muito fixe, mas os ouvidos agradecem!" (in "Farmácia Saúde", edição de Maio de 2005) Fica o conselho.

Como Maio é um mês fértil em festas académicas, penso que a pertinência deste post está justificada!

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