Abraços e Mãos Dadas

15:53

“Caminhar ao lado de alguém de mão dada é das melhores sensações do mundo, não achas? É um gesto tão inevitável e natural que se torna impossível fabricar. Tal como os abraços, não há abraços inventados; ou se dão com todo o corpo e de coração aberto, ou então morrem antes dos braços se abrirem. Porque as mãos dadas e os abraços são manifestações de afecto puro e fraternal, são sinais inequívocos de amizade e a amizade é um sentimento muito mais honesto do que o amor ou a paixão.”
Margarida Rebelo Pinto, in "Diário da Tua Ausência"

Sentir o toque e o calor de uma mão a agarrar a nossa é um gesto carregado de boas vibrações, alivia as tensões, afasta a distância, acalma os medos. Andar de mãos dadas com alguém é espontâneo. Naturalmente que damos a mão a uma criança para atravessar a rua, é natural darmos a mão à pessoa que nos estende a sua, é natural gostarmos de andar de mão dada com a pessoa que amamos. No fundo, todos gostamos de caminhar pela vida assim: amparados por um gesto simples?

Relativamente aos abraços, gostamos de recebê-los quando, inesperadamente, encontramos alguém significativo para nós, gostamos de dá-los para expressar a nossa alegria, gostamos de recebê-los quando estamos menos bem porque nos sentimos protegidos por esse enlaçar de braços à volta do nosso corpo, gostamos de dá-los sempre que sentimos que mais nenhuma outra manifestação será tão eficiente e calorosa como um abraço. É através da força de um abraço que percebemos a emoção que transborda de um encontro, seja por ser o culminar de uma ausência, o quebrar das barreiras ou o término das saudades.

Portanto, esteja a paixão, o amor, a amizade, o cuidado, a alegria, a ternura ou o zelo na base das motivações para os abraços ou para o pegar na mão de alguém, o importante é que esses gestos aconteçam porque a necessidade fala mais alto do que qualquer convenção.

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