Fases…

08:51

Os novos percursos que encetamos acarretam desafios que, no início, julgámos incapazes de superar. É difícil lidar com situações diferentes, com pessoas pouco familiarizadas. Menos fácil ainda é saber reagir quando começamos a somar algumas quedas, quando nos deixamos contagiar pelo pessimismo, quando nos deixamos tomar pela postura do desânimo. Se há empurrões que nos obrigam a cair, há, igualmente, forças que nos ajudam a levantar, que semeiam a coragem e a determinação no nosso espírito, que nos “obrigam” a ir à luta.

Se as circunstâncias não são favoráveis, há que tentar uma mudança no sentido da inversão, mas se não resultar, há que dar o nosso melhor para evitar que as circunstâncias se tornem ainda piores. Lembremo-nos que nada é tão mau que não possa ficar pior. Da mesma forma que, nada é sumamente positivo, há sempre qualquer coisa de ainda mais positivo a acrescentar.

Se, às vezes, ouvimos críticas que em nada se relacionam com a realidade de todos os dias, com a realidade a que chegamos, temos que encará-las como meras opiniões de quem está ali apostado em nos fazer reagir. Podíamos ignorar comentários derrotistas e injustos, mas faz-nos bem ouvi-los, porque têm a força de nos acordar para a necessidade de provar o quanto essas críticas não têm razão de ser.

Há que ter, obviamente, grandes doses de paciência para não desertar da frente da batalha no momento em que somos gravemente atingidos. É o ideal no qual se acredita que justifica a nossa presença no conflito. É a ambição de atingir esse ideal que gera maior garra para resistir com todas as forças (mesmo com aquelas que julgámos perdidas).

O importante é não deixar que nada nem ninguém nos faça duvidar daqueles que são os nossos sonhos e daquele que julgamos ser o nosso valor. As nossas capacidades têm que passar por duras provas de fogo para explorar as nossas fragilidades e testar as nossas potencialidades de como reagir face a situações de crise. Todos aprendemos bem mais com aquilo que nos faz sofrer, mas nenhum sofrimento dura para sempre no mesmo grau de intensidade com que o vivemos inicialmente. Há fases para tudo!

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